Parece fácil simplesmente parar com tudo,
E, de peito aberto, ver você deixar meu mundo.
Mas eu não consigo parar de escrever,
Nem de sorrir quando volto a te ver.
Mesmo que a razão grite em silêncio,
Teu rastro insiste em viver no meu pensamento.
É como se o adeus fosse só um disfarce,
E o amor, teimoso, pedisse mais um instante.
Então sigo cambaleando nessa linha tênue:
Querer te ver bem e tentar ser tua inspiração,
Com um carinho imenso, embora eu continue
A querer-te inteira, dona do meu coração.
E nesse vai e vem da entrega e da renúncia,
Sinto que cada palavra é quase oração,
Um pedido mudo que se esconde na cadência,
De ainda ser abrigo na tua imensidão.