segunda-feira, 29 de outubro de 2018

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Eu to bem;
Mesmo tudo dando errado ultimamente
Coloco expectativa e tudo some de repente
Assim como ela sumiu
E em poucos segundos, meu mundo caiu

Eu to bem, sério;
Desesperado pra realizar meus planos
Mas tendo que aturar os mais discretos danos
Conseguir um emprego
Sem que afete meu sossego

Eu acho que to bem;
Ter que ser igual meu pai perfeccionista
Enquanto minha mãe chora, colocando as contas em uma lista
Meu irmão se mata tentando ajudar
E eu apenas me mato tentando suportar

Eu devo tá bem;
Mas acho que preciso de ajuda
Não posso contar com ninguém
Todos estão preocupados demais com si mesmos
Isso já não é mais uma poesia
É um pedido de socorro




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pecado

Não me basta o afeto simples e passageiro,
Sempre anseio por mais,
Não pela metade, mas sim pelo inteiro
Apenas pra ver do que seu amor é capaz,

Ter-te em meus braços até fatigar,
Sentir teu corpo em minha boca,
Ser teu poeta até você cansar
Em meio aos lençóis, te deixar louca

Cultivar minha ambição pelo teu sorriso
E humanamente amar
Escolher a terra contigo e não o solitário paraíso
E divinamente errar

Erro pois sou humano
E não respeito os pecados capitais
Vivo, não me arrependo e amo
Morto, escrevo poesias imortais 






domingo, 21 de outubro de 2018

Rei

Tu me petrificas para me esculpir de novo
Talvez melhor, talvez feliz, talvez algo novo
Mas ela esquece de modelar meu coração
O que acaba enfraquecendo minha inspiração

Já não posso colocar o que sinto em prosa
Não há mais significado por trás de uma rosa
Olho para as flores e só vejo as suas cores
Não mais lembranças de antigos amores

Então ela volta para esculpir o que faltava
Eu volto há lembrar de como a amava
De como eu partia e ela chorava
De como eu traia mas sempre voltava

Eu me destruo de novo antes que ela me impeça
Sob o mesmo caos que eu criei
Agora me remonto peça por peça
Para ser para outra pessoa, seu novo rei






quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Desabafo

Nada acaba sem um novo começo,
Doloroso mas que nos ensina
A termos nosso próprio apreço,
Por uma pessoa ou algo que nos fascina

Assim como qualquer início caminha para o fim,
Uma constante universal que nos assombra,
Mas ainda não me impede de dizer sim,
Pois não guardo meus amores sob a sombra

A dualidade ainda me incomoda no fundo,
Os dois lados de uma mesma moeda,
A esquerda e a direita, o teu e o nosso mundo,
O amor e o ódio, você e o poeta

Essa exposição das nossas sensações
Para que aceitem nossos corações
É ridículo, eles que entendam a aceitação
Eles que respeitem nossa relação.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Modelos

No começo nós éramos indivisíveis
Eu meio daltônico não enxergava amor
Meu ato mostrava ser incompatível
Mas somos iguais no elemento e no calor

Já no final qualquer coisa nos dividia
Diferentes no tom, som e na harmonia
Talvez pelo seu lado negativo e sem sintonia
E a partir dele trombamos sem energia

Hoje tento não ser rude, mas forte
Mesmo que essas partículas de lembranças
Me rodeiem como uma órbita de má sorte
Pois nosso núcleo não guarda mais esperança

Embora eu ainda acredite na paixão
Lembro do teu salto ao lado da cama
Uma luz vermelha no seu coração
Junto com a onda de dor da nossa chama




Carta Ao Poeta

Ela é a loba do meu próprio ser
Mulher enigmática de estado forte
E nem que roubes a razão do meu viver
Confio na paixão e no que me resta dessa sorte

Maquiavélica em seu jeito de agir
E ainda consegue me ensinar a governar
Desvincula minha crença do sentimento há me iludir
Mas me acalma com o futuro a nos tocar

E ainda acabo dando meu melhor de qualquer jeito
Te sentindo, te entendendo e te guardando no meu peito
Pensando mais tarde e te beijando no meu leito
Amar, acho que finalmente entendi esse conceito

Eduquei, expliquei e esclareci meus poucos conhecimentos
Mas nenhum chega aos pés desse nosso sentimento
Tu que me ensinaste em meio ao meu tormento
Que coração se doma, com carinho e um pouco de tempo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Fortaleza

Olho nos seus olhos e só vejo fogo,
Um mar de chamas sob o céu azul,
Será que tudo isso é mais um jogo?
Ou apenas outra tentação desse meu sul

Frio e seco no inverno,
Mas no verão continua fria
Minto, sem ela eu me interno,
Pois é ela que alegra todos meus dias

Libriana mas de justa, apenas seu short,
Minha parceira pra tudo nesse mundo,
Testa meu peito dizendo que eu sou forte,
Mas é ela a fortaleza desse vagabundo

Uma conexão que não é normal
Beirando a paixão e retornando ao singular
Mas mergulhando de cabeça no que é real
Essa base de carinho vai nos sustentar.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

S.O.S

Amor, eu caio como a chuva de outono,
Sob a casa em que se casas e me deixas,
Sem forças eu caio em sono,
Tão profundo que agora tu se queixas

Então eu deixo quieto o sentimento,
Aquele que se aquieta e não se excita
Mas desperta e inquieta, aperta meu sofrimento
Amor, apenas deixe que isso exista

Nesse tempo que me resta, não me subsistas
Mesmo que eu insistas em continuar,
Com vários tons e melodias, desistas
Pois cheguei no estado de verbo intransitivo, amar

E agora apenas rezo enquanto te confesso,
Não quero teu desprezo pois prezo por nós
Mesmo que me sinta preso e um pouco incerto
Isso é um pedido de S.O.S para que não nos deixe sós.