Eu to bem;
Mesmo tudo dando errado ultimamente
Coloco expectativa e tudo some de repente
Assim como ela sumiu
E em poucos segundos, meu mundo caiu
Eu to bem, sério;
Desesperado pra realizar meus planos
Mas tendo que aturar os mais discretos danos
Conseguir um emprego
Sem que afete meu sossego
Eu acho que to bem;
Ter que ser igual meu pai perfeccionista
Enquanto minha mãe chora, colocando as contas em uma lista
Meu irmão se mata tentando ajudar
E eu apenas me mato tentando suportar
Eu devo tá bem;
Mas acho que preciso de ajuda
Não posso contar com ninguém
Todos estão preocupados demais com si mesmos
Isso já não é mais uma poesia
É um pedido de socorro
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Pecado
Não me basta o afeto simples e passageiro,
Sempre anseio por mais,
Não pela metade, mas sim pelo inteiro
Apenas pra ver do que seu amor é capaz,
Ter-te em meus braços até fatigar,
Sentir teu corpo em minha boca,
Ser teu poeta até você cansar
Em meio aos lençóis, te deixar louca
Cultivar minha ambição pelo teu sorriso
E humanamente amar
Escolher a terra contigo e não o solitário paraíso
E divinamente errar
Erro pois sou humano
E não respeito os pecados capitais
Vivo, não me arrependo e amo
Morto, escrevo poesias imortais
Sempre anseio por mais,
Não pela metade, mas sim pelo inteiro
Apenas pra ver do que seu amor é capaz,
Ter-te em meus braços até fatigar,
Sentir teu corpo em minha boca,
Ser teu poeta até você cansar
Em meio aos lençóis, te deixar louca
Cultivar minha ambição pelo teu sorriso
E humanamente amar
Escolher a terra contigo e não o solitário paraíso
E divinamente errar
Erro pois sou humano
E não respeito os pecados capitais
Vivo, não me arrependo e amo
Morto, escrevo poesias imortais
domingo, 21 de outubro de 2018
Rei
Tu me petrificas para me esculpir de novo
Talvez melhor, talvez feliz, talvez algo novo
Mas ela esquece de modelar meu coração
O que acaba enfraquecendo minha inspiração
Já não posso colocar o que sinto em prosa
Não há mais significado por trás de uma rosa
Olho para as flores e só vejo as suas cores
Não mais lembranças de antigos amores
Então ela volta para esculpir o que faltava
Eu volto há lembrar de como a amava
De como eu partia e ela chorava
De como eu traia mas sempre voltava
Eu me destruo de novo antes que ela me impeça
Sob o mesmo caos que eu criei
Agora me remonto peça por peça
Para ser para outra pessoa, seu novo rei
Talvez melhor, talvez feliz, talvez algo novo
Mas ela esquece de modelar meu coração
O que acaba enfraquecendo minha inspiração
Já não posso colocar o que sinto em prosa
Não há mais significado por trás de uma rosa
Olho para as flores e só vejo as suas cores
Não mais lembranças de antigos amores
Então ela volta para esculpir o que faltava
Eu volto há lembrar de como a amava
De como eu partia e ela chorava
De como eu traia mas sempre voltava
Eu me destruo de novo antes que ela me impeça
Sob o mesmo caos que eu criei
Agora me remonto peça por peça
Para ser para outra pessoa, seu novo rei
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Desabafo
Nada acaba sem um novo começo,
Doloroso mas que nos ensina
A termos nosso próprio apreço,
Por uma pessoa ou algo que nos fascina
Assim como qualquer início caminha para o fim,
Uma constante universal que nos assombra,
Mas ainda não me impede de dizer sim,
Pois não guardo meus amores sob a sombra
A dualidade ainda me incomoda no fundo,
Os dois lados de uma mesma moeda,
A esquerda e a direita, o teu e o nosso mundo,
O amor e o ódio, você e o poeta
Essa exposição das nossas sensações
Para que aceitem nossos corações
É ridículo, eles que entendam a aceitação
Eles que respeitem nossa relação.
Doloroso mas que nos ensina
A termos nosso próprio apreço,
Por uma pessoa ou algo que nos fascina
Assim como qualquer início caminha para o fim,
Uma constante universal que nos assombra,
Mas ainda não me impede de dizer sim,
Pois não guardo meus amores sob a sombra
A dualidade ainda me incomoda no fundo,
Os dois lados de uma mesma moeda,
A esquerda e a direita, o teu e o nosso mundo,
O amor e o ódio, você e o poeta
Essa exposição das nossas sensações
Para que aceitem nossos corações
É ridículo, eles que entendam a aceitação
Eles que respeitem nossa relação.
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Modelos
No começo nós éramos indivisíveis
Eu meio daltônico não enxergava amor
Meu ato mostrava ser incompatível
Mas somos iguais no elemento e no calor
Já no final qualquer coisa nos dividia
Diferentes no tom, som e na harmonia
Talvez pelo seu lado negativo e sem sintonia
E a partir dele trombamos sem energia
Hoje tento não ser rude, mas forte
Mesmo que essas partículas de lembranças
Me rodeiem como uma órbita de má sorte
Pois nosso núcleo não guarda mais esperança
Embora eu ainda acredite na paixão
Lembro do teu salto ao lado da cama
Uma luz vermelha no seu coração
Junto com a onda de dor da nossa chama
Eu meio daltônico não enxergava amor
Meu ato mostrava ser incompatível
Mas somos iguais no elemento e no calor
Já no final qualquer coisa nos dividia
Diferentes no tom, som e na harmonia
Talvez pelo seu lado negativo e sem sintonia
E a partir dele trombamos sem energia
Hoje tento não ser rude, mas forte
Mesmo que essas partículas de lembranças
Me rodeiem como uma órbita de má sorte
Pois nosso núcleo não guarda mais esperança
Embora eu ainda acredite na paixão
Lembro do teu salto ao lado da cama
Uma luz vermelha no seu coração
Junto com a onda de dor da nossa chama
Carta Ao Poeta
Ela é a loba do meu próprio ser
Mulher enigmática de estado forte
E nem que roubes a razão do meu viver
Confio na paixão e no que me resta dessa sorte
Maquiavélica em seu jeito de agir
E ainda consegue me ensinar a governar
Desvincula minha crença do sentimento há me iludir
Mas me acalma com o futuro a nos tocar
E ainda acabo dando meu melhor de qualquer jeito
Te sentindo, te entendendo e te guardando no meu peito
Pensando mais tarde e te beijando no meu leito
Amar, acho que finalmente entendi esse conceito
Eduquei, expliquei e esclareci meus poucos conhecimentos
Mas nenhum chega aos pés desse nosso sentimento
Tu que me ensinaste em meio ao meu tormento
Que coração se doma, com carinho e um pouco de tempo
Mulher enigmática de estado forte
E nem que roubes a razão do meu viver
Confio na paixão e no que me resta dessa sorte
Maquiavélica em seu jeito de agir
E ainda consegue me ensinar a governar
Desvincula minha crença do sentimento há me iludir
Mas me acalma com o futuro a nos tocar
E ainda acabo dando meu melhor de qualquer jeito
Te sentindo, te entendendo e te guardando no meu peito
Pensando mais tarde e te beijando no meu leito
Amar, acho que finalmente entendi esse conceito
Eduquei, expliquei e esclareci meus poucos conhecimentos
Mas nenhum chega aos pés desse nosso sentimento
Tu que me ensinaste em meio ao meu tormento
Que coração se doma, com carinho e um pouco de tempo
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Fortaleza
Olho nos seus olhos e só vejo fogo,
Um mar de chamas sob o céu azul,
Será que tudo isso é mais um jogo?
Ou apenas outra tentação desse meu sul
Frio e seco no inverno,
Mas no verão continua fria
Minto, sem ela eu me interno,
Pois é ela que alegra todos meus dias
Libriana mas de justa, apenas seu short,
Minha parceira pra tudo nesse mundo,
Testa meu peito dizendo que eu sou forte,
Mas é ela a fortaleza desse vagabundo
Uma conexão que não é normal
Beirando a paixão e retornando ao singular
Mas mergulhando de cabeça no que é real
Essa base de carinho vai nos sustentar.
Um mar de chamas sob o céu azul,
Será que tudo isso é mais um jogo?
Ou apenas outra tentação desse meu sul
Frio e seco no inverno,
Mas no verão continua fria
Minto, sem ela eu me interno,
Pois é ela que alegra todos meus dias
Libriana mas de justa, apenas seu short,
Minha parceira pra tudo nesse mundo,
Testa meu peito dizendo que eu sou forte,
Mas é ela a fortaleza desse vagabundo
Uma conexão que não é normal
Beirando a paixão e retornando ao singular
Mas mergulhando de cabeça no que é real
Essa base de carinho vai nos sustentar.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
S.O.S
Amor, eu caio como a chuva de outono,
Sob a casa em que se casas e me deixas,
Sem forças eu caio em sono,
Tão profundo que agora tu se queixas
Então eu deixo quieto o sentimento,
Aquele que se aquieta e não se excita
Mas desperta e inquieta, aperta meu sofrimento
Amor, apenas deixe que isso exista
Nesse tempo que me resta, não me subsistas
Mesmo que eu insistas em continuar,
Com vários tons e melodias, desistas
Pois cheguei no estado de verbo intransitivo, amar
E agora apenas rezo enquanto te confesso,
Não quero teu desprezo pois prezo por nós
Mesmo que me sinta preso e um pouco incerto
Isso é um pedido de S.O.S para que não nos deixe sós.
Sob a casa em que se casas e me deixas,
Sem forças eu caio em sono,
Tão profundo que agora tu se queixas
Então eu deixo quieto o sentimento,
Aquele que se aquieta e não se excita
Mas desperta e inquieta, aperta meu sofrimento
Amor, apenas deixe que isso exista
Nesse tempo que me resta, não me subsistas
Mesmo que eu insistas em continuar,
Com vários tons e melodias, desistas
Pois cheguei no estado de verbo intransitivo, amar
E agora apenas rezo enquanto te confesso,
Não quero teu desprezo pois prezo por nós
Mesmo que me sinta preso e um pouco incerto
Isso é um pedido de S.O.S para que não nos deixe sós.
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