quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Noite fria

Numa noite meio fria, nossos copos quase cheios eu me sento
Nossos corpos se envolvendo no momento,
Tudo e o nada acontecendo ao mesmo tempo,
Tu querendo me enlouquecendo nesse vento

Que insiste em trazer minha saudade
Mas tu abafa e incendeia minha vontade
Então fica a vontade pra me ver crescer
Escrever uma leva de poesias pra você

Sem saber que tu me leva para um outro nível
Eu e tu contra o mundo, desbanca o impossível
Será que é tão difícil?
Acreditar num novo início

Sem intrigas, sem resquícios
Sem brigas por nossos vícios
Apenas teus indícios
Pedindo que eu me atire nesse precipício

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Poucas Horas

Se hoje fosse seu último dia de vida,
A partir de agora você tem poucas horas,
Tu viveria o que te resta como uma mulher atrevida?
Na real, o que tu faria antes de ir embora?

Realizaria teus desejos mais profundos sem arrependimentos,
Assaltaria um banco, roubaria um coração
Viveria um romance proibido ou uns amores de verão?
É muita pergunta pra pouco espaço de tempo

Acho que eu só viveria do instante,
Faria tudo que eu quero, sem ninguém me dizer o que é certo ou errado
Doutrina ou pecado, só deixaria tudo de lado
Ia dirigindo até o pôr do sol até tudo escurecer

Que merda, a vida não é só flores sob um céu cinzento
Agora só tenho uma vontade e meu estilo de geminiano intenso
Se tu achar minhas notas, faz o que tu pretende
Só lembra que eu sou responsável pelo o que eu escrevo, não pelo o que você entende

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dilema

Meu sentimento invicto, espero que não nos separe
Acrescente na minha vida, não subtraia apenas pare
E repare que esse impasse não tem fim apenas frases
Que sobressaem da minha caneta e nos faz pedir as pazes

Paz que eu não encontro ao partir dessa alvorada
A paz que já não existe a partir dessa cartada
A paz que ao partir a minha alma não há nada
Pois não vivo pela paz, morro numa guerra inacabada

Silêncio ao saber que te intimido na palavra
Silencio ao perceber que o sonho é mais real que a própria mágoa
Mas barulho ao entender a mensagem nessas águas
A nascente do meu ódio é nessas linhas que deságua

Amor eu te recito mais um poema sem demora
O calor que nos aproxima é um dilema indo embora
A rima que tu decifra enquanto chega a hora
É o retrato do poeta que na madrugada te devora

domingo, 18 de novembro de 2018

Virtude

Minhas escolhas beiram o fracasso de fato,
Mas minha intenção supera esse ato,
Sinto pelo olfato ou apenas olhando o retrato,
Que eu sempre me levanto, não forte mas apto

Me imponho uma nova meta e abafo dos ouvidos,
Menos daqueles que eu amo e jamais duvido,
Aprendi na vida o que a sabedoria estima,
Conservar meus planos de outros, para valorizar minha autoestima

O antigo saber da quietude,
Pensar antes de fazer,
Refletir antes de dizer,
Acaba sendo uma virtude

Porém, somos humanos,
Confiamos e erramos,
Amamos  e perdoamos,
Tudo por esses sentimentos mundanos




sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Minha Última Letra

Se essa for a minha última letra,
Avisa meus irmãos que eles ainda tem salvação,
Não se destruam por mina e por treta,
Valorizem o próximo sem nem distinção

Se esse for meu último poema,
Avisa minha família que não foi por opção,
Viver na escrita é um pesado dilema,
Mas carrego esse fardo até meu caixão

Se essa for minha última indireta,
Avisa pra ela que nas notas tem mais
E quando acabar todas linhas discretas,
Imagina do que nosso amor teria sido capaz

Se esses forem meus últimos versos,
Dedico a ela que sempre me apoiou,
Ainda penso nos teus beijos diversos
E te amo pelo que nossa relação se tornou.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Monotonia

Levanto meu sorriso, pois já cai em lágrimas
Ontem sobre telas, hoje sobre páginas
Encharcadas nas estrofes, mas secas nos versos
Meu mundo completo ou a metade do nosso universo?

Duas coisas que eu não saberia definir,
Pois é difícil escolher, sem saber o que pode me ferir,
Uma sabedoria que facilmente poderia me deferir,
Outra facada no peito, antes que eu pudesse inferir

Então eu deixo tudo guardado no passado
Mesmo que ela não saiba tudo, ou guardar,
Ou o que eu realmente tenho passado

Me desligo de tudo pelo meu bem-estar,
Visto novamente esse rosto cansado,
E rezo outra vez para alguém me salvar

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Metade

Metade de mim, demonstro na tua frente,
A outra metade, hoje não escondo mais,
Uma parte humano e inconsequente,
Outra parte poeta em busca de paz,

Pois metade de mim é guerra,
A outra metade eu desconheço,
Uma parte impiedosa e que se enterra
No vazio da outra, buscando o começo

Porque metade de mim é declínio,
A outra metade, ascensão
Uma parte se contenta com meu mínimo
Outra parte, almeja minha intenção

Talvez porque metade de mim é sua
A outra metade também pode ser,
Uma parte te espera sob a luz lua
Enquanto a outra parte, desperta após o anoitecer 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

?

Eu to bem;
Mesmo tudo dando errado ultimamente
Coloco expectativa e tudo some de repente
Assim como ela sumiu
E em poucos segundos, meu mundo caiu

Eu to bem, sério;
Desesperado pra realizar meus planos
Mas tendo que aturar os mais discretos danos
Conseguir um emprego
Sem que afete meu sossego

Eu acho que to bem;
Ter que ser igual meu pai perfeccionista
Enquanto minha mãe chora, colocando as contas em uma lista
Meu irmão se mata tentando ajudar
E eu apenas me mato tentando suportar

Eu devo tá bem;
Mas acho que preciso de ajuda
Não posso contar com ninguém
Todos estão preocupados demais com si mesmos
Isso já não é mais uma poesia
É um pedido de socorro




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pecado

Não me basta o afeto simples e passageiro,
Sempre anseio por mais,
Não pela metade, mas sim pelo inteiro
Apenas pra ver do que seu amor é capaz,

Ter-te em meus braços até fatigar,
Sentir teu corpo em minha boca,
Ser teu poeta até você cansar
Em meio aos lençóis, te deixar louca

Cultivar minha ambição pelo teu sorriso
E humanamente amar
Escolher a terra contigo e não o solitário paraíso
E divinamente errar

Erro pois sou humano
E não respeito os pecados capitais
Vivo, não me arrependo e amo
Morto, escrevo poesias imortais 






domingo, 21 de outubro de 2018

Rei

Tu me petrificas para me esculpir de novo
Talvez melhor, talvez feliz, talvez algo novo
Mas ela esquece de modelar meu coração
O que acaba enfraquecendo minha inspiração

Já não posso colocar o que sinto em prosa
Não há mais significado por trás de uma rosa
Olho para as flores e só vejo as suas cores
Não mais lembranças de antigos amores

Então ela volta para esculpir o que faltava
Eu volto há lembrar de como a amava
De como eu partia e ela chorava
De como eu traia mas sempre voltava

Eu me destruo de novo antes que ela me impeça
Sob o mesmo caos que eu criei
Agora me remonto peça por peça
Para ser para outra pessoa, seu novo rei






quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Desabafo

Nada acaba sem um novo começo,
Doloroso mas que nos ensina
A termos nosso próprio apreço,
Por uma pessoa ou algo que nos fascina

Assim como qualquer início caminha para o fim,
Uma constante universal que nos assombra,
Mas ainda não me impede de dizer sim,
Pois não guardo meus amores sob a sombra

A dualidade ainda me incomoda no fundo,
Os dois lados de uma mesma moeda,
A esquerda e a direita, o teu e o nosso mundo,
O amor e o ódio, você e o poeta

Essa exposição das nossas sensações
Para que aceitem nossos corações
É ridículo, eles que entendam a aceitação
Eles que respeitem nossa relação.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Modelos

No começo nós éramos indivisíveis
Eu meio daltônico não enxergava amor
Meu ato mostrava ser incompatível
Mas somos iguais no elemento e no calor

Já no final qualquer coisa nos dividia
Diferentes no tom, som e na harmonia
Talvez pelo seu lado negativo e sem sintonia
E a partir dele trombamos sem energia

Hoje tento não ser rude, mas forte
Mesmo que essas partículas de lembranças
Me rodeiem como uma órbita de má sorte
Pois nosso núcleo não guarda mais esperança

Embora eu ainda acredite na paixão
Lembro do teu salto ao lado da cama
Uma luz vermelha no seu coração
Junto com a onda de dor da nossa chama




Carta Ao Poeta

Ela é a loba do meu próprio ser
Mulher enigmática de estado forte
E nem que roubes a razão do meu viver
Confio na paixão e no que me resta dessa sorte

Maquiavélica em seu jeito de agir
E ainda consegue me ensinar a governar
Desvincula minha crença do sentimento há me iludir
Mas me acalma com o futuro a nos tocar

E ainda acabo dando meu melhor de qualquer jeito
Te sentindo, te entendendo e te guardando no meu peito
Pensando mais tarde e te beijando no meu leito
Amar, acho que finalmente entendi esse conceito

Eduquei, expliquei e esclareci meus poucos conhecimentos
Mas nenhum chega aos pés desse nosso sentimento
Tu que me ensinaste em meio ao meu tormento
Que coração se doma, com carinho e um pouco de tempo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Fortaleza

Olho nos seus olhos e só vejo fogo,
Um mar de chamas sob o céu azul,
Será que tudo isso é mais um jogo?
Ou apenas outra tentação desse meu sul

Frio e seco no inverno,
Mas no verão continua fria
Minto, sem ela eu me interno,
Pois é ela que alegra todos meus dias

Libriana mas de justa, apenas seu short,
Minha parceira pra tudo nesse mundo,
Testa meu peito dizendo que eu sou forte,
Mas é ela a fortaleza desse vagabundo

Uma conexão que não é normal
Beirando a paixão e retornando ao singular
Mas mergulhando de cabeça no que é real
Essa base de carinho vai nos sustentar.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

S.O.S

Amor, eu caio como a chuva de outono,
Sob a casa em que se casas e me deixas,
Sem forças eu caio em sono,
Tão profundo que agora tu se queixas

Então eu deixo quieto o sentimento,
Aquele que se aquieta e não se excita
Mas desperta e inquieta, aperta meu sofrimento
Amor, apenas deixe que isso exista

Nesse tempo que me resta, não me subsistas
Mesmo que eu insistas em continuar,
Com vários tons e melodias, desistas
Pois cheguei no estado de verbo intransitivo, amar

E agora apenas rezo enquanto te confesso,
Não quero teu desprezo pois prezo por nós
Mesmo que me sinta preso e um pouco incerto
Isso é um pedido de S.O.S para que não nos deixe sós.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Alicerces

Somos alicerces do nosso mundo obscuro,
A relação que sobrevive e se reparte no escuro
E por mais que ela parta quando falo do futuro,
Ainda a beijo esperando partir esse coração duro

Coração que não sabe o que sente
Deus, nem eu sei o que eu sinto
Mas sei que foi um tanto de repente,
Que neste recinto, eu ressinto

A vontade de continuar do mesmo jeito
E a ânsia de sempre querer mais,
Essa batalha na qual eu me sujeito,
Enterrando poesias que me tiram a paz

Poesias que aqui guardo,
Esperando dentro do meu quarto,
Ela abrir essas notas e as ler,
E quem sabe deixar esse sentimento crescer.













sábado, 1 de setembro de 2018

A sós

Nem que me Descartes por outras partes,
Toques teus remetem nossa verdadeira face,
Tu existe e logo penso nesse impasse,
Mirar nos olhos dela e me perder sem algum escape.

A iludida ou a que ilude?
Talvez aquela que no final sempre se torna rude
O que eu serei ou deixarei de ser?
Acho que nem Shakespeare saberia me responder...

Mas com certeza foi aonde Tales se perdeu,
Achou que teus olhos fossem a essência,
E até hoje ele nunca entendeu
Que na verdade era sua miragem de inocência

Não há lógica, não há razão,
Apenas nossa percepção,
Aquilo que se manifesta em nós,
Quando estamos juntos e a sós...

domingo, 26 de agosto de 2018

Precipício

Aqui estamos novamente
Na ponta do nosso precipício
Tentamos nadar contra corrente
Mas fomos levados de volta ao início

Ao momento do impasse 
Aonde teus olhos se fixavam aos meus
E mesmo que me cansasse 
Eu ainda paro e encaro os seus

O tempo não é mais relativo 
Pois já aguardamos demais 
O que me tornou seu réu ativo
Pelo motivo de te amar mais

O que eu ainda não consigo classificar 
Se é um empecilho ou uma qualidade 
Se serve para nos aproximar ou distanciar
Talvez um dia você me diga a verdade

Esse precipício se torna tão atraente agora 
Não pela vontade de se jogar 
Mas pela necessidade de construirmos uma ponte nessa hora
Em que outrora iremos atravessar 

Um penhasco é tão necessário quanto uma verdade
Pois ambos tem a chance de causar o fim 
E também de mostrar a uma relação a sua capacidade
De se manterem unidos em um tempo ruim

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Futuro

Não tenho medo do futuro
Tenho medo do que ele pode me tirar 
E por mais que seja duro
Apenas tento aceitar

O fato que ele me reserva uma surpresa
Que nem meu olfato consegue prever
Ou o fato que ele já me traz tristeza 
Mas de fato não consigo saber

Pois a incerteza em cada ação
Preenche meu peito com medo
Por causa das consequências que virão
Como meu sonho escorrendo pela ponta do meu dedo

Ele sai do meu alcance e mergulha nas lágrimas dela
Amor nenhum deveria passar por isso
Mas somos presenteados com essa sequela
Aonde eu tento nos unir acima disso

Meu otimismo chega a ser irritante
Seu pessimismo cativante
Nosso romantismo ultrajante
Teu ironismo revoltante 

Mas eu encontro o conforto nos teus braços
E esqueço o mundo em nossos amassos
Pois se tudo volta com o vento 
É só uma questão de tempo 

Porque o futuro muda como o tocar de um sino 
Ressoando motivos que nos fazem mudar 
Talvez seja nossa hora ou seja só o destino 
Que escolheu agora pra nos fazer continuar 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Sem Sentido

Mal acordei e já me sinto tão sozinho,
Acho que é falta de carinho,
E só de olhar no espelho meu reflexo vazio
Cabisbaixo, retalhado e sombrio

O que foi que aconteceu comigo?
Talvez tudo seja minha culpa
Pois coloquei meu coração em perigo
E ele não se cura ouvindo sua desculpa

Talvez a culpada seja você
Que apenas precisava me ver
E sem isso acabou estragando tudo
Nossos versos, nossos sonhos, nosso mundo...

E agora já não posso dizer que te amo
Mesmo que amar não faça nenhum sentido
Preciso disso porque sou humano
E me apego facilmente mesmo com o peito partido... 






Improviso

Nossa vida é apenas um simples refrão
Repetimos atos, pedimos paixão
Buscamos fatos, sem nem direção
Miramos nos sonhos e partimos então

Mas é na estrofe que o improviso começa
E não há mais ninguém que nos impeça
Amamos demais e com pressa
Pela distância que nos dispersa

Nossa vida segue no improviso
Enquanto nós tentamos seguir fortes
Levantar esse cansado sorriso
E não perder a fé na sorte

Nossa mente tenta controlar nosso coração
Uma águia tentando domar um leão
Um sentimento tentando discutir com a razão
Um poeta tentando ouvir sua paixão...

Imprevisível

Ao passar das sequências de anos,
Somos presenteados com mudanças,
Que acabam por alterar nossos planos,
E nossa realidade em algumas circunstâncias

Em consequência, algo novo entra em nossa vida,
Algo que tentamos entender,
Que pode ser maléfico como uma profunda ferida,
Ou surreal quando o amor te surpreender

Porém a compreensão sempre ocorre tarde demais,
O estrago já está feito quando nós percebemos,
Só nós resta aceitar o fato de sermos um ser incapaz,
De prever a felicidade ou ilusão que recebemos

Essa é a graça da imprevisibilidade do futuro,
Dos nossos planos vagarosamente planejados,
Sofrerem mudanças das quais eu apenas procuro,
Minimizar o dano que um dia me será causado...

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Duas Razões

Ela tem tudo que eu mais quero nesse mundo,
Mas quando ela some,
Leva embora minha felicidade junto...
E isso me consome

Mesmo que em desespero, eu disfarço
E me desfaço pra manter nosso paraíso,
Mas só de pensar que tudo que eu faço,
É pra causar o teu sorriso

Qual seria a razão pra não te amar?
Se não aquela que me dá toda manhã:
O teu bom dia pra me animar

E aquela que me dá toda noite antes de dormir
Alguns minutos depois de te provocar:
O teu ''eu te amo'' que me faz sorrir


sábado, 2 de junho de 2018

Silêncio

No silêncio da madrugada
Minha imaginação me afeta
Te materializa ali sentada
Enquanto minha inspiração desperta

No silêncio do meu coração
Se acumula o calor
Calor de meses de solidão
Aonde não vejo meu amor

No silêncio das mensagens
Meu medo se fortalece
Medo de que nos percamos em miragens
Enquanto nosso sentimento se esquece

No silêncio de nosso afeto
Eu apenas tento lembrar
De quando estávamos sob o mesmo teto
Sem ninguém pra atrapalhar

No silêncio de nossos sentimentos
Que crescem na abstinência
Me marcam os pensamentos
Aonde não temos inocência

No silêncio que sucede essa poesia
Eu reafirmo que eu amo mais
E rezo para que chegue o dia
Que eu ainda vou te mostrar do que eu sou capaz

Adeus

Sei que não vou mais te ver por aqui
E você nem avisou que ia sair da minha vida...
Apenas me viu desequilibrado e me deixou cair,
Me viu sangrando e só abriu minha ferida...

E agora ela vaga, com o oceano em seu olhar,
Já não me hipnotiza mais, pois deixei de te amar,
Foram tantas as chances que eu não consigo mais contar,
Mas a culpa não foi minha, um dia tu vai se tocar

Que eu tentei mais do que o suficiente pra te conquistar,
Mostrei um lado meu que pra ninguém eu vou mostrar,
Mas tu estragou tudo e não sei se somos mais amigos,
Só desejo a você, tudo aquilo que você fez comigo

Porque as dores no meu peito, já não crescem mais,
Elas só me fortalecem e mostram do que eu sou capaz,
De enterrar um sentimento tão profundo,
O valor do teu amor, eu enterrei bem lá no fundo


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Combustível

Sofrimento é o combustível de um poeta
Que bebe amargura para acumular inspiração
Deixa cair suas lágrimas fartas e discretas
Em versos que ressaltam sua paixão

Reflexões em linhas retas
A retórica que se reseta
É no seu sacrifício que um poeta
Entende aquilo que o completa

Como um ciclo incessante que busca ajudar
Utilizar seu sofrimento
Para outras pessoas motivar
Mesmo que se torne seu tormento

E com o passar do tempo 
Ele se decompõe em versos
Deixando que o próprio vento
Carregue-o pelo universo