quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Pro(cura)

Perdido pelo espaço num tempo incerto
Me perdi pelo acaso de não ti ter por perto
Eu sei foi minha escolha, tu sabe eu não presto
Tentei ser esperto, mas acabei sozinho nesse deserto

De pecados, tentações e aquilo que me incita
Talvez seja Deus botando caos na poesia que te cita
Um toque de confusão e o poeta que recita
São apenas dádivas da vida com um capa meio explicita

De cenas nada amenas no meu quarto em expansão
De penas tão pequenas cobrindo nosso colchão
Se tornando aquilo que nós sempre procuramos

Os planos, os desejos e tudo aquilo que sempre buscamos
A paz, o paraíso, o sossego e a nossa cura
No final dessa jornada a gente se torna o que sempre procura (?)