terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dilema

Meu sentimento invicto, espero que não nos separe
Acrescente na minha vida, não subtraia apenas pare
E repare que esse impasse não tem fim apenas frases
Que sobressaem da minha caneta e nos faz pedir as pazes

Paz que eu não encontro ao partir dessa alvorada
A paz que já não existe a partir dessa cartada
A paz que ao partir a minha alma não há nada
Pois não vivo pela paz, morro numa guerra inacabada

Silêncio ao saber que te intimido na palavra
Silencio ao perceber que o sonho é mais real que a própria mágoa
Mas barulho ao entender a mensagem nessas águas
A nascente do meu ódio é nessas linhas que deságua

Amor eu te recito mais um poema sem demora
O calor que nos aproxima é um dilema indo embora
A rima que tu decifra enquanto chega a hora
É o retrato do poeta que na madrugada te devora

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