Diferente de ontem, hoje eu caio em sentido anti-horário
Consciência livre de escritor sem honorário
De jogador sem ter baralho
Apostando até chegar no próximo bar e se perder que nem um otário
Aposto palavras que se mostram mais valiosas do que meu dinheiro
Talvez pelo poder de uma metáfora na mão de um diplomata
Ou de uma hipérbole na boca de um romântico prestes a cair nesse bueiro
A palavra se friamente calculada, mata
Então seria eu um vendedor de balas, forjadas nas madrugadas
Esculpidas em versos e mágoas
Ou apenas um artesão de sua própria fala
Tentando vender sua arte ao longo da sua jornada.
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