quinta-feira, 21 de maio de 2015

Rascunho 7

Pequena de estatura, mas veroz como uma loba,
Olhar que instiga e afeta no meu âmago,
Me imobiliza nas madrugadas numa solidão insossa,
Quebrando essa parede do meu antigo ser cigano.

Que porra é essa de magia que consegue me prender?
E me faz soltar tantos versos românticos...
Mas quem sabe eu finalmente possa entender,
Quem inspira meus poemas, os meus cânticos.

Quebrando minha postura,
Fazendo questão que eu não encontre uma cura,
Censurando minha razão e impondo sua ditadura,

Soltando minha antiga loucura,
Mas que filha da puta...
A merda do triplex...

 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Quimera

Se eu não te contar, você nunca vai saber
De que forma continuar, além de tentar compreender.
Talvez você nunca saiba por mim — não sóbrio, ao menos
Ou quem sabe você esteja a fim, quem sabe nós dois queiramos.

Mas se eu disser agora, será que vai me ouvir?
Talvez o vento e a demora me ensine a te sentir.
Me diga se é loucura ou destino, teu toque doce e intenso.
Talvez seja só o caminho que traz algo bonito e imenso.

E se for só ilusão, ainda assim quero tentar.
Quando olho no meu coração, já não dá mais pra negar.
Entre dúvida e desejo, teu olhar me acende.
Quero o calor do teu beijo, enquanto todo o nosso medo se rende.

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Se eu não te contar, você nunca vai saber
De que forma continuar, além de tentar compreender.
Talvez você nunca saiba por mim — não sóbria, ao menos
Ou quem sabe você esteja a fim, quem sabe nós dois queiramos.

Mas se eu disser agora, será que vai me ouvir?
Talvez o vento e a demora me ensine a te sentir.
Me diga se é loucura ou destino, teu toque doce e intenso.
Talvez seja só o caminho que traz algo bonito e imenso.

E se for só ilusão, ainda assim quero tentar.
Quando olho no meu coração, já não dá mais pra negar.
Entre dúvida e desejo, teu olhar me acende.
Quero o calor do teu beijo, enquanto todo o nosso medo se rende.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Novidade

Te busquei hoje nos meus sonhos.
Novidade seria se fosse há 2 anos atrás,
mas essa rotina estraga tudo,
fazendo nosso tempo ser tão caro.

Mesmo assim, eu paro e te encaro nos olhos,
sem nem um pingo de maldade.
Em pleno domingo à tarde,
meu sobrenome? Saudade.

Abri nossa conversa pensando, mas, na verdade,
já não penso mais em você,
você que coexiste em mim.

E, no meio dessa loucura sem fim,
você me manda uma mensagem.
Sincronia, acaso ou causalidade?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Verso Livre e Sem Título

Navego, mas de alguma forma sempre paro em você aqui.
Já fazem tantos dias que me pego em plena madrugada,
Entre silêncios e lampejos, é teu nome que insiste,
um eco que atravessa os relógios, sem se cansar do tempo.

Tempo que eu não trocaria por nada nessa vida breve
Pois na brevidade encontro uma eternidade em teus gestos,
como se o instante tivesse raízes,
e pudesse florescer a qualquer hora inesperada.

Mas tenho dúvidas se isso é possível nesse inverno...
Seria possível algum sentimento trazer flores num tempo gélido?
Acho que sim, pois já vi jardins nascerem sob neve espessa,
porque às vezes o coração não obedece às estações,
e insiste em florir onde ninguém jamais espera.

 

domingo, 17 de maio de 2015

Procura-me

 Prezada ouvinte;

Talvez você me procure hoje e não me encontre
E sinta que em algum momento, eu talvez faça falta.
Num gole gelado e uma piada que sempre esconde,
Minha intenção de ver teu sorisso que me traz calma.

Quem sabe me encontre de alguma forma,
Talvez pela memória de algo que remeta a mim.
Da implicância, disfarçada de um desejo que entorna
Minha vontade de te sentir declarando um fim.

Eu espero que lembre e aqueça teu peito,
Embora sinceramente eu não saiba com o que.
Me sinto tão confuso na ponta de um parapeito,
Tentando conceber como, quando e por quê... 

Talvez eu queira que você tivesse me encontrado
E de alguma forma também entendesse esse sentimento
Latente, pulsante, pedindo para ser nomeado
Ou enterrado, selado e afogado pelo momento.

sábado, 16 de maio de 2015

Treino de RS

 Você é meu nascer do sol.
Acelera meu coração como num teste de VO₂ indireto,
E, ao mesmo tempo, me acalma como uma dose de muscimol.
Ansiedade é te ver de longe, daqui desse labirinto discreto.

Correndo em círculos nesse campo aberto,
Perdido, mas pensando em te mandar um papo reto:
Que não adianta trocar de objeto,
O que consolida e persiste é tua presença no momento certo.

Perfundindo algo dentro do meu ser,
Uma cirurgia lenta, ao longo de muitos meses, sem eu nem perceber.
E agora, com meu coração canulado e a droga na tua mão,
Fico à mercê da tua vontade, da tua modulação.

Mas não sei se é emocional ou aversiva
O resultado dessa história impulsiva.
Eu não quero, de forma alguma, que te faça mal,
Quero apenas você no treino de reconhecimento social.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O Tudo e o Nada

Então aqui nós dois estamos
Onde tudo começa e ao mesmo tempo acaba
No lugar em que o nada se torna tudo
E que o tudo se escurece ao meu olhar.

Aqui estamos novamente
Mudados e diferentes do começo
Amadurecidos com o tempo
Fortes apesar de tudo.

Por minutos conversamos
Sendo impossível esconder o que sinto
Seria amor?
Não, isso não se trata do que já perdemos.

Diante do seu sorriso, fico sem palavras
Tentando expressar a pouca poesia que eu sei
Seria suficiente para te fazer feliz?
Não, eu já não fui o suficiente.

Será esse seu último sorriso?
Seu último olhar e implicância comigo?
Parece que sim... Nosso tempo está acabando
Então me deixe te contar uma história
Do tudo que surgiu no meio do nada
E do nada que sumiu diante de tudo.