Quero sentir a verdade,
a verdade das palavras,
palavras que escrevo,
palavras que sonho,
palavras que não vivo.
Quero fugir da mentira,
da mentira, analítica
que manipula palavras,
que manipula sentimentos,
que manipula vidas.
Será só isto a verdade?
Será só isto a humanidade?
Será apenas sexo e agressão,
Somente instintos animais.
Quero viver a intuição
a razão divina,
divisora de águas
na corrente da evolução
de animais e seres humanos.
Quero crescer nos sentimentos
com todos os sentimentos
que afloram a pele,
que desnudam a existência ,
que destroem as máscaras.
Como são poucos, insignificantes
aqueles que têm olhos para ver,
para ver a verdade, a vida,
vida sofrida, vida sentida,
vida crua, vida nua
sem máscaras, sem manipulações,
sem desejos, sem análise.
Como são poucos, insignificantes
os que tentam viver a vida,
sentir o amanhecer, sentir a força
divina que se renova.