Errado por sentir algo desse jeito
Errado por pensar e extravasar poesias sem sujeito
Errado por imaginar e faltar com todo o respeito
Errado... e apenas aceito
No dia em que jurei amor a ti
Traí a mim mesmo e não percebi
Pois amor algum devia ser assim:
complicado no início, meio e fim
Fim que não vem de forma rápida
E mistura em meu peito aflição e euforia:
aflição de ver desmoronar até que não sobre mais nada
e euforia por viver só, mas na alegria
Só nunca, na verdade — mas tenho que correr atrás.
Tantas amizades, breves ou de uma vida inteira,
que com apenas um toque foram tiradas de cartaz;
e nenhuma pessoa consegue preencher o vazio
de tantas histórias que ficaram pelo caminho,
de risos, abraços e confidências perdidas no tempo,
um vazio que ecoa mais alto que qualquer despedida
e que me lembra, a cada dia, do que já fui e do que talvez não volte mais.
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